sexta-feira, Dezembro 22, 2006

O que é a morte desta coisa ao pe disto?

I am tall and I am thin
Of an enviable hight
And I've been known to be quite handsome
In a certain angle and in certain light
Well I entered into O'Malley's
Said, "O'Malley I have a thirst"
O'Malley merely smiled at me
Said "You wouldn't be the first"
I knocked on the bar and pointed
To a bottle on the shelf
And as O'Malley poured me out a drink
I sniffed and crossed myself
My hand decided that the time was nigh
And for a moment it slipped from view
And when it returned, it fairly burned
With confidence anew
Well the thunder from my steely fist
Made all the glasses jangle
When I shot him, I was so handsome
It was the light, it was the angle
Huh! Hmmmmmm
"Neighbours!" I cried, "Friends!" I screamed
I banged my fist upon the bar
"I bear no grudge against you!"
And my dick felt long and hard
"I am the man for which no God waits
But for which the whole world yearns
I'm marked by darkness and by blood
And one thousand powder-burns"
Well, you know those fish with the swollen lips
That clean the ocean floor
When I looked at poor O'Malley's wife
That's exactly what I saw
I jammed the barrel under her chin
And her face looked raw and vicious
Her head it landed in the sink
With all the dirty dishes
Her little daughter Siobhan
Pulled beers from dusk till down
And amongst the townfolk she was a bit of a joke
But she pulled the best beer in town
I swooped magnificent upon her
As she sat shivering in her grief
Like the Madonna painted on the church-house wall
In whale's blood and banana leaf
Her throat it crumbled in my fist
And I spun heroically around
To see Caffrey rising from his seat
I shot that mother fucker down
Mmmmmmmmmm Yeah Yeah Yeah
"I have no free will", I sang
As I flew about the murder
Mrs. Richard Holmes, she screamed
You really should have heard her
I sang and I laughed, I howled and I wept
I panted like a pup
I blew a hole in Mrs. Richard Holmes
And her husband stupidly stood up
As he screamed, "You are an evil man"
And I paused a while to wonder
"If I have no free will then how can I
Be morally culpable, I wonder"
I shot Richard Holmes in the stomach
And gingerly he sat down
And he whispered weirdly, "No offense"
And then lay upon the ground
"None taken", I replied to him
To which he gave a little cough
With blazing wings I neatly aimed
And blew his head completely off
I've lived in this town for thirty years
And to no-one I am a stranger
And I put new bullets in my gun
Chamber upon chamber
And I turned my gun on the bird-like Mr. Brookes
I thought of Saint Francis and his sparrows
And as I shot down the youthful Richardson
It was St. Sebastian I thought of, and his arrows
Hhhhhhhhhh Mmmmmmmmmmmm
I said, "I want to introduce myself
And I am glad that all you came"
And I leapt upon the bar
And shouted out my name
Well Jerry Bellows, he hugged his stool
Closed his eyes and shrugged and laughed
And with an ashtray as big as a fucking really big brick
I split his head in half
His blood spilled across the bar
Like a steaming scarlet brook
And I knelt at it's edge on the counter
Wiped the tears away and looked
Well, the light in there was blinding
Full of God and ghosts of truth
I smiled at Henry Davenport
Who made an attempt to move
Well, from the position I was standing
The strangest thing I ever saw
The bullet entered through the top of his chest
And blew his bowels out on the floor
Well I floated down the counter
Showing no remorse
I shot a hole in Kathleen Carpenter
Recently divorced
But remorse i felt and remorse I had
It clung to every thing
From the raven's hair upon my head
To the feathers on my wings
Remorse sqeezed my hand in it's fradulent claw
With it's golden hairless chest
And I glided through the bodies
And killed the fat man Vincent West
Who sat quietly in his chair
A man become a child
And I raised the gun up to his head
Executioner-style
He made no attempt to resist
So fat and dull and lazy
"Did you know I lived in your street?" I said
And he looked at me as though I were crazy
"O", he said, "I had no idea"
And he grew as quiet as a mouse
And the roar of the pistol when it went off
Near blew that hat right off the house
Hmmmmmm Uh Uh
Well, I caught my eye in the mirror
And gave it a long and loving inspection
"There stands some kind of man", I roared
And there did, in the reflection
My hair combed back like a raven's wing
My muscles hard and tight
And curling from the business end of my gun
Was a query-mark of cordite
Well I spun to the left, I spun to the right
And I spun to the left again
"Fear me! Fear me! Fear me!"
But no one did cause they were dead
Huh! Hmmmmmmmmm
And then there were the police sirens wailing
And a bull-horn squelched and blared
"Drop your weapons and come out
With your hands held in the air"
Well, I checked the chamber of my gun
Saw I had one final bullet left
My hand, it looked almost human
As I raised it to my head
"Drop your weapon and come out!
Keep your hands above your head!"
I had one one long hard think about dying
And did exactly what they said
There must have been fifty cops out there
In a circle around O'Malley's bar
"Don't shoot", I cried, "I'm a man unarmed!"
So they put me in their car
And they sped me away from that terrible scene
And I glanced out of the window
Saw O'Malley's bar, saw the cops and the cars
And I started counting on my fingers
Aaaaaah One Aaaaaah Two Aaaaaah Three Aaaaaaah Four
O'Malley's bar O'Malley's bar

[Nick Cave - O'Malley's Bar Lyrics]

terça-feira, Dezembro 12, 2006

como sou a favor da eutanásia

Caros leitores

Chegou a hora deste blog se despedir. Por favor assistam ao seu enterro no próximo dia 22 de Dezembro. Gostaríamos de vos ter todos presentes. Para a grande despedida.

A partir das 11 da manhã começa a festa!

Até lá.

segunda-feira, Novembro 27, 2006

Normalmente nao faço isto:

http://www.wiggerl.com/ccr/

quarta-feira, Novembro 22, 2006

Neurónio Nu - Os últimos dias

Nestes últimos dias tenho sentido um imenso vazio. Não me sinto motivado, nem com vontade para nada. Ontem ao ver Diamanda Galas percebi que não aguento não ser grego e resolvi matar-me. Não vou dizer como, para não me acusarem de inspiração a crianças, que quando inocentemente navegavam na net, leram-me e me imitaram.

terça-feira, Novembro 21, 2006

Quem fica com a Mira?

nege Já só faltam algumas horas: 230, pelas minhas contas. Bora ai, coisinha?

segunda-feira, Novembro 20, 2006

ALGUÉM SE LEMBRA DE ALGUM ADILSON?

Por falar em neurónios, acho que se eles pudessem falar vdiriam: já fomos mais. Acabo de ler num folheto de supermercado a seguinte chamada de capa: “Pack Nivea HairCare + AfterSun & Shampô €4 e 99”, SÓ ESTA CANZANA!”. Olho de novo e descubro que afinal tudo não passa de uma falha de percepção que levou mais tempo que o habitual. Mas, a questão é outra: só esta quinzena (era assim que estava escrito) já me dei conta de varias falhas de do mesmo nível. Outra do tipo verbal: “A Marta Broches não era a tal miúda do aparelho que trabalhava aqui?” - Jr, é Borges!!!”. Continuo a trocar-me! “Pah!! tás bom man, há bués que não te via!!” - Não sou quem estás a pensar e já agora não me batas nas costas, palhaço!!”. Ainda ontem, no mesmo instante em que subia as escadas porque me tinha esquecido do telemóvel, comentava esse facto com uma amiga...ao telemóvel. Enfim, se isto não parar a tempo, temo inclusivamente que o código de cores da reciclagem ou dos semáforos se tornem fisica quântica para mim. “A faca é do lado direito e o garfo do lado esquerdo, não é?”. E o Leo?”. “E já agora, quem era o Adilson? “. A explicação para este atrofiamento intelectual, a meu ver, só pode relacionar-se com uma coisa; uma espécie de suicídio colectivo praticado pelos neurónios! (tipo os pontos finais deste texto que também parece que se andam a matar para dar lugar aos dois pontos) Ah, pois, o suicídio dos neurónios. É a Babilónia, o BES, as contas da água, a matricula do carro, o email da DGCI, o excesso de trabalho a que os obrigamos todos os dias. Um gajo diz-lhes: “vá-lá, só mais esta password da linha directa, não custa nada…” E os gajos matam-se! Igualzinho às baleias.

Neurónio Nu - Cap. II - A 1ª noite

No Martim – Moniz, com guito, orientam-te tudo. Se vais ansioso até ficas sem saber o que comprar. Por isso, resolvi aviar-me para o mês e provar um bocadinho de tudo e para a próxima já saber o que é bom. Ora um bocadinho de branca, uns alucinogénicos chamados stp , umas pastilhas , uns pós com nomes esquisitos (Benzadrina, escopolamina e preludin), gotas, uns barbitúricos (nembutal e saconal). E uma caixa de tryptanol (calmante, relaxante), para o caso de ficar muito excitado.

O acto aviares-te (de drogas) para o mês não existe. E como tal, com a cabeça bem cheia dirige-me ao B’Leza. Granda spot! Alto edificio, grande banda ao vivo e grande ambiente. Negões e negonas a rossarem-se. Aquilo é que é dançar. Não são cá os freaks do boom, que estão cada um para o seu lado, na sua, com aquele sorrizinho estúpido. Ali há carne, sente-se a carne. Há suor, trocam-se suores. Há tesão, sentes nas calças! Muito bom. Ainda nem eram 6 e já estava na pensão “Sol & Mar” com a Sue Ellen. Ainda nem era meio-dia já eu fugia, escadas a baixo.

Na recepção estava um funcionário que lia um livro de alguém chamado Juan José Arreola . Achei que devia pagar o quarto. O funcionário ajudou-me nas contas e a sua descrição fez-me superar aquele momento dificil. Sem querer, saltou-me da boca “queres vir beber um café”?

Neurónio Nu - Cap. I - A fuga

Arff! Arff! Possas, já não corria assim há anos. Vou parar. Já não vejo perigo, vou fumar uma roubada à Sumares. Erva, sempre erva. Esta merda não bate nada! Aquela toina nem coca mete. Menina! Já sei!! Vou ao Martim – Moniz!!!

sexta-feira, Novembro 17, 2006

Isto agora é tudo meu!

Este blog é deprimente! Mas agora esta merda vai mudar. Rebeliei-me e agora sou muito eu. Sim, Eu, o neurónio nu, o neurónio mais safadão que vivia no crânio da Sumares. Essa agora está presa na cave, amarrada, para ver se se cala de vez. Fugi hoje de manhã. Acordei e pensei: “É hoje” ! E desatei a correr pelos prados, sem parar, estava tão convicto que nem me vesti. Mas a partir de hoje me aguardem! Isto agora é que vai aquecer!! Cambada de frouxos. Só lamúrias, só lamúrias!

Sexo e Rock & Roll !!

Neurónio Nu

Até aos 75...

Invariavelmente as velhas falam de duas coisas: mal de alguém (em que a grandessíssima maioria esse alguém é outra mulher - vizinha, nora, enteada, cunhada, sogra, namorada do neto) ou sobre doenças. Hoje de manhã, dentro do carro, enquanto esperava que o camião da panrico fornecesse a mercearia, observei duas. Pelas caretas retorcidas, pelas posições e gestos adivinhava-se o óbvio. Abri o vidro e desliguei o rádio. Ora cá está. Uma tiroide afectava a senhora. E a outra, pouco interessada na tiróide da vizinha, contorcia-se e apontava para o seu joelho, à espera da 1ª oportunidade para se puder queixar.
Os velhos falam também, invariavelmente de duas coisas: futeból ou uma mistura de um passatempo (caça, cartas, dominó, selos) com gajas (normalmente sucessos do passado). Não é que o tema seja melhor, mas a atitude é bem mais positiva. Os velhos estão normalmente mais bem-dispostos. E quando estão zangados, estão zangados ali mesmo, na cara, e berram uns com os outros, sobre o árbitro que roubou o glorioso. Por isso é fácil, ao atravessar a Alameda quando vou aos correios, passar pelos grupos de velhos que por ali estão, a jogar às cartas, e vê-los a dar gargalhadas, a brincarem uns com os outros e olharem para as pernas das miúdas que passam. E até mesmo a lançarem piropos como se de jovens se tratassem. As velhas não. Só se vêem pelos cantos, às portas de casa, a contorcerem-se, com caras de sofrimento a lamentarem-se, a dizerem mal de tudo, cheias de dores.

já penso nisto há muito tempo

Gostava tanto de conseguir fazer uma coisa de cada vez...